sábado, 16 de abril de 2022

A última lágrima



Caiu a lágrima
Lágrima que caiu
 por meus delírios sem chão
por minha expectativa sem 
probabilidades
pelo tempo que sonhei
(um sonho não existente)
por tantas cartas numa 
mesa vazia
por tantas flores arran-
- cadas sorrateiramente...
por tantos passos impacientes e,
ansiosos
por caminhos que 
nunca andei,
por canções que só, 
escutei
por olhos curiosos
em passagens estreitas
por lealdade sem razão.

Por tantos sentires
lançados num canto qualquer
por espaços vazios.

Por um tempo que 
sonhando
transitei nas
sombras
sem ser vista,
sem ser notada,
sem ser.

Dedico com as forças 
que me sustentam,
uma última lágrima

Um comentário:

E depois...

 E depois... Sigo com a dor, quiçá findável Dor de um sonho acabado De um desejo destroçado De um vida nunca vivida De possibilidades que ja...