A saudade devora
o que
resta de mim
E nada a aliviará,
pois
não estou mais aí...
Nunca estiveste 'aqui'.
Agora uma rota obstruída
Outro desconhecido.
E lágrimas impedem
que se veja o mapa,
e mesmo que olhasse
não há mais direção
A rosa dos ventos foi
impudentemente danificada,
Depois esquecida...
E aquele imã
perdeu o campo magnético
E ninguém notou...
Não vejo mais...
também não localizo a dor
da tua ausência
(tudo dói),
dói-me a certeza de que só eu vivi
o lamento do fim.
E daqui,
não vejo horizonte.
Tenho que secar
minhas próprias lágrimas
Recuperar a visão
Olhar em diversa direção
mesmo em prantos...
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