quarta-feira, 4 de outubro de 2023

De mim

 A saudade devora 

o que 

resta de mim

E nada a aliviará, 

pois 

não estou mais aí...


Nunca estiveste 'aqui'.


Agora uma rota obstruída

Outro desconhecido.


E lágrimas impedem

que se veja o mapa,

e mesmo que olhasse

não há mais direção 


A rosa dos ventos foi

 impudentemente  danificada,

Depois  esquecida...

E aquele imã

perdeu o  campo magnético

E ninguém notou...


Não vejo mais... 

 também não localizo a dor 

da tua ausência

(tudo dói),

dói-me a certeza de que só eu vivi

o lamento do fim.


E daqui, 

não vejo horizonte.


Tenho que secar 

minhas próprias lágrimas

Recuperar a visão

Olhar em diversa direção

mesmo em prantos...

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