Tantas palavras ecoaram
em mim,
tantas estacas cravadas
num peito
sem vida.
Tantas feridas
abertas
Tantas portas fechadas
Tantos espaços vazios.
Um desfile do que foi bom
e do que feriu...
Um desfile do que estendi
e um vento frio,
gelado lançando ao
chão
lançando tão distante que
ninguém mais viu.
Não há sensibilidade
em carne morta,
não há ecoar no vazio
não há ouvidos
em corpo sem vida.
Não há
Não houve
Não viste
Não vi
Não sentiste
Não existiu.
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