sábado, 16 de abril de 2022

Ecoa

 


Tantas palavras ecoaram

em mim,

tantas estacas cravadas

num peito

sem vida.



Tantas feridas

abertas

Tantas portas fechadas

Tantos espaços vazios.


Um desfile do que foi bom

e do que feriu...


Um desfile do que estendi

e um vento frio, 

gelado lançando ao

chão

lançando tão distante que

ninguém mais viu.


Não há sensibilidade

em carne morta,

não há ecoar no vazio

não há ouvidos

em corpo sem vida.



Não há

Não houve

Não viste

Não vi

Não sentiste

Não existiu.

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