terça-feira, 12 de abril de 2022

Não é nada

 

Quando me dou conta

De tudo que vivi e vivo e, 

percebo que me expus

A toda sorte de sentires

Sem filtros, sem defesas

Por desejar viver

Por não saber 

o que vivia;

Sentires puros e verdadeiros

Abandonados no vazio

de tanta vida.

Largados na indiferença

dessa caminhada,

Expostos a frieza de

um  olhar

E na imensidão da solidão

de mim mesma

Dentro  foi só teu, 

Fora  nada.

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