terça-feira, 19 de abril de 2022

A máscara

 

Isso tudo veio tão repentino.

para estrategicamente

encontrar o campo árido,

remexer com tal

força essa terra,

para revolver qualquer

'ser' que lá pudesse

 existir, 

qualquer indicio de vida.


Cavar tão fundo

Que possa levantar

o pó de

tristezas passadas.


Nada, nada, absolutamente

nada foi

tão avassalador.

Eu nunca tive notícias (embora suspeitasse),

de tanta malignidade no

plantio.


E agora? - também me pergunto...


Haverá semente boa

em algum canto 

dessa imensidão vazia?

Haverá de novo alguma

florada com a qual queira te presentear?


Nada sei,

mantenho a máscara,

a máscara salva.



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