terça-feira, 12 de abril de 2022

Onde


Onde enterramos 

o que vivemos,

quando acaba?

Onde é o sumidouro

das dores?

Onde foi a nascente

de tudo o que me assombrou?

Transito em meandros

sinuosos e violentos

Desde que quis me

aproximar do que vivia...


E o que vivia 

não percebia


Com esse movimento forçado,

rachei a esperança

esfacelei amizades,

que estendia em meio 

aos meus tesouros.


E agora?

Agora a margem onde transito

desmoronou, 

a violência do que vivi

assolou o leito

do que fui,



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