Onde enterramos
o que vivemos,
quando acaba?
Onde é o sumidouro
das dores?
Onde foi a nascente
de tudo o que me assombrou?
Transito em meandros
sinuosos e violentos
Desde que quis me
aproximar do que vivia...
E o que vivia
não percebia
Com esse movimento forçado,
rachei a esperança
esfacelei amizades,
que estendia em meio
aos meus tesouros.
E agora?
Agora a margem onde transito
desmoronou,
a violência do que vivi
assolou o leito
do que fui,
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