Que lindas
as esculturas de areia.
Tão lindas e tão frágeis
Tanta arte, tanta devoção e inspiração.
Não interessa o quanto se torça, se deseje,
não interessa:
São frágeis, impermanentes,
sempre vem ao chão.
Foram tantas as que erigi
Para festejar teus dias,
Para alegrar teus momentos,
Para amenizar tuas 'dores',
Para suportar o medo
Nenhuma,
suportou o vento agitado
das águas pandêmicas...
Quando o vento se foi,
Uma ou duas em pé, estraçalhadas,
uma confusão de formas
sem real sentido.
Engoli meus sentires,
reuni um fio de força e,
desmanchei o que restou.
A arte, traduz a vida.
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