quarta-feira, 13 de abril de 2022

Amanhã talvez

 

Foste como a chuva

Que chega mansa

Trouxeste alegria

e impressões de abundância

repentina na colheita 


(eu vi este tempo)


E aos poucos foste te tornando

tormenta avassaladora

E tudo foi lançado ao chão


O bom e o mau

em mim.


Nada em pé

Sem poder deter.


Sem conseguir deter

Os estragos intensos, imensos e,

sem nada me vi.

Sem nada  poder salvar


Procurei abrigo

para salvar algo em mim

Como?

Não vejo.


Sei que há


Junto forças e tento

De novo salvar algo

em mim


Mãos se estendem


Algumas conseguem 

me tocar, me alcançar


Amanhã talvez...

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