Foste como a chuva
Que chega mansa
Trouxeste alegria
e impressões de abundância
repentina na colheita
(eu vi este tempo)
E aos poucos foste te tornando
tormenta avassaladora
E tudo foi lançado ao chão
O bom e o mau
em mim.
Nada em pé
Sem poder deter.
Sem conseguir deter
Os estragos intensos, imensos e,
sem nada me vi.
Sem nada poder salvar
Procurei abrigo
para salvar algo em mim
Como?
Não vejo.
Sei que há
Junto forças e tento
De novo salvar algo
em mim
Mãos se estendem
Algumas conseguem
me tocar, me alcançar
Amanhã talvez...
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