quarta-feira, 13 de abril de 2022

Vivendo

 

Forcei meu corpo

Em espaços

Que não lhe cabia

Iludindo-me forcei meu corpo,

Espremi meus sonhos,

Soquei meus pensamentos.

Empurrei tanto de mim

Que feri todo meu ser.


Saí espontaneamente?


Não, cega de visão e pele

tive que ser lançada...

E fui,

E sim, me esborrachei

No chão duro.


Por muito pouco, vi a

possibilidade de não sobrevivência.

Na verdade não  queria...


Se para ter  futuro,

ou viver o momento

com consciência de ser, 

não.


Continuo essa jornada

As lágrimas caem

As cicatrizes estarão

para sempre visíveis, 

eu sei.


E eu sigo

Sigo a jornada ou a jornada me segue


Como será?

Não sei, não consigo imaginar

Vivo momento a momento

E seguirei dia após dia

Vivendo.

Como será?

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