Forcei meu corpo
Em espaços
Que não lhe cabia
Iludindo-me forcei meu corpo,
Espremi meus sonhos,
Soquei meus pensamentos.
Empurrei tanto de mim
Que feri todo meu ser.
Saí espontaneamente?
Não, cega de visão e pele
tive que ser lançada...
E fui,
E sim, me esborrachei
No chão duro.
Por muito pouco, vi a
possibilidade de não sobrevivência.
Na verdade não queria...
Se para ter futuro,
ou viver o momento
com consciência de ser,
não.
Continuo essa jornada
As lágrimas caem
As cicatrizes estarão
para sempre visíveis,
eu sei.
E eu sigo
Sigo a jornada ou a jornada me segue
Como será?
Não sei, não consigo imaginar
Vivo momento a momento
E seguirei dia após dia
Vivendo.
Como será?
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